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20 de fevereiro de 2026

Extensões maliciosas do Chrome: como elas estão roubando dados e o que você pode fazer para se proteger

O uso de extensões no navegador se tornou parte natural da rotina de profissionais, empresas e usuários comuns.
Ferramentas que prometem produtividade, automação, personalização ou integração com plataformas corporativas se popularizaram — especialmente no Google Chrome, líder global de mercado.

Mas os últimos meses revelaram um movimento preocupante: extensões aparentemente inofensivas estão sendo utilizadas para roubar dados corporativos, e-mails, códigos de autenticação, histórico de navegação e informações sensíveis.

A seguir, explicamos o que está acontecendo e como qualquer pessoa — de empresários a usuários comuns — pode se proteger.


 Como as extensões maliciosas estão atuando

A notícia revela quatro frentes principais de ataque, todas usando o mesmo vetor: extensões instaladas voluntariamente pelo usuário.

1. Extensões que roubam dados de contas do Meta Business

Uma extensão chamada CL Suite by @CLMasters prometia facilitar o uso do Meta Business Suite, mas escondia um código malicioso que:

  • capturava códigos 2FA

  • enviava seeds de TOTP (base para gerar autenticação temporária)

  • coletava listas de contatos e permissões

  • transmitia dados para servidores externos

Com isso, hackers podiam ter acesso completo a contas de anúncios, ativos digitais e páginas.


2. Extensões que sequestravam contas do VKontakte

Extensões disfarçadas de ferramentas de personalização no VK inscreviam automaticamente usuários em grupos, manipulavam tokens de autenticação e resetavam configurações a cada 30 dias.

Isso permitia controle persistente da conta, com potencial para golpes, propaganda forçada e engenharia social.


3. Extensões falsas de inteligência artificial

Uma campanha chamada AiFrame incluía extensões que imitavam ferramentas conhecidas de IA, como:

  • AI Assistant

  • Gemini AI Sidebar

  • Grok

  • ChatGPT Sidebar

Algumas utilizavam nomes semelhantes aos produtos de OpenAI, Google e outras empresas para enganar o usuário.

Essas extensões eram capazes de:

  • ler e-mails diretamente no Gmail

  • extrair conteúdo de páginas

  • transcrever áudio

  • enviar tudo para servidores externos

Com mais de 260 mil instalações, o impacto é global.


4. Extensões que vendiam histórico de navegação

Um relatório identificou 287 extensões transmitindo histórico de navegação para empresas de data brokerage.
Foram contabilizadas 37,4 milhões de instalações — cerca de 1% de toda a base global do Chrome.

Esse modelo é mais comum: extensões “grátis” que, na prática, monetizam dados do usuário sem clareza ou consentimento real.


 O que isso significa para pessoas e empresas?

Os riscos são amplos:

Para usuários comuns

  • Roubo de contas

  • Exposição de e-mails

  • Sequestro de perfis em redes sociais

  • Uso de dados para golpes e phishing

  • Venda do histórico de navegação

Para empresas

  • Vazamento de credenciais corporativas

  • Comprometimento de contas de anúncios

  • Exposição de informações sigilosas

  • Riscos jurídicos e reputacionais

  • Descumprimento da LGPD


 Como se prevenir: orientações simples e eficazes

Aqui estão medidas que qualquer pessoa pode adotar — sem ser técnica:

1. Instale apenas o necessário

Quanto menos extensões, menor o risco.

2. Desconfie de funções milagrosas

Extensões que prometem “automatizar tudo” geralmente pedem acesso demais.

3. Verifique permissões

Se uma extensão pede acesso a e-mails, histórico ou dados de todos os sites… cuidado.

4. Remova o que não usa

Extensões inativas também podem ser portas de entrada.

5. Prefira extensões de empresas conhecidas

E com boa avaliação — mas não confie apenas em reviews.

6. Oriente colaboradores

Muitos incidentes começam em máquinas de funcionários.

7. Use contas separadas para trabalho e uso pessoal

Minimiza o impacto de um incidente.


 Conclusão: privacidade começa nos pequenos hábitos

Extensões são ferramentas úteis — mas podem ser tão perigosas quanto instalar um aplicativo desconhecido no celular.

O principal aprendizado é simples:
a segurança digital depende de hábitos diários, não de grandes investimentos.

E cada extensão instalada com descuido pode abrir uma brecha que compromete não apenas o usuário, mas toda sua empresa.

Se quiser saber se sua instituição está exposta a riscos similares, a Adequa.SI oferece uma Análise de Maturidade que identifica vulnerabilidades e orienta os próximos passos de segurança e conformidade.

Fonte: cybersecbrazil.com.br

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