O uso de extensões no navegador se tornou parte natural da rotina de profissionais, empresas e usuários comuns.
Ferramentas que prometem produtividade, automação, personalização ou integração com plataformas corporativas se popularizaram — especialmente no Google Chrome, líder global de mercado.
Mas os últimos meses revelaram um movimento preocupante: extensões aparentemente inofensivas estão sendo utilizadas para roubar dados corporativos, e-mails, códigos de autenticação, histórico de navegação e informações sensíveis.
A seguir, explicamos o que está acontecendo e como qualquer pessoa — de empresários a usuários comuns — pode se proteger.
A notícia revela quatro frentes principais de ataque, todas usando o mesmo vetor: extensões instaladas voluntariamente pelo usuário.
Uma extensão chamada CL Suite by @CLMasters prometia facilitar o uso do Meta Business Suite, mas escondia um código malicioso que:
capturava códigos 2FA
enviava seeds de TOTP (base para gerar autenticação temporária)
coletava listas de contatos e permissões
transmitia dados para servidores externos
Com isso, hackers podiam ter acesso completo a contas de anúncios, ativos digitais e páginas.
Extensões disfarçadas de ferramentas de personalização no VK inscreviam automaticamente usuários em grupos, manipulavam tokens de autenticação e resetavam configurações a cada 30 dias.
Isso permitia controle persistente da conta, com potencial para golpes, propaganda forçada e engenharia social.
Uma campanha chamada AiFrame incluía extensões que imitavam ferramentas conhecidas de IA, como:
AI Assistant
Gemini AI Sidebar
Grok
ChatGPT Sidebar
Algumas utilizavam nomes semelhantes aos produtos de OpenAI, Google e outras empresas para enganar o usuário.
Essas extensões eram capazes de:
ler e-mails diretamente no Gmail
extrair conteúdo de páginas
transcrever áudio
enviar tudo para servidores externos
Com mais de 260 mil instalações, o impacto é global.
Um relatório identificou 287 extensões transmitindo histórico de navegação para empresas de data brokerage.
Foram contabilizadas 37,4 milhões de instalações — cerca de 1% de toda a base global do Chrome.
Esse modelo é mais comum: extensões “grátis” que, na prática, monetizam dados do usuário sem clareza ou consentimento real.
Os riscos são amplos:
Roubo de contas
Exposição de e-mails
Sequestro de perfis em redes sociais
Uso de dados para golpes e phishing
Venda do histórico de navegação
Vazamento de credenciais corporativas
Comprometimento de contas de anúncios
Exposição de informações sigilosas
Riscos jurídicos e reputacionais
Descumprimento da LGPD
Aqui estão medidas que qualquer pessoa pode adotar — sem ser técnica:
Quanto menos extensões, menor o risco.
Extensões que prometem “automatizar tudo” geralmente pedem acesso demais.
Se uma extensão pede acesso a e-mails, histórico ou dados de todos os sites… cuidado.
Extensões inativas também podem ser portas de entrada.
E com boa avaliação — mas não confie apenas em reviews.
Muitos incidentes começam em máquinas de funcionários.
Minimiza o impacto de um incidente.
Extensões são ferramentas úteis — mas podem ser tão perigosas quanto instalar um aplicativo desconhecido no celular.
O principal aprendizado é simples:
a segurança digital depende de hábitos diários, não de grandes investimentos.
E cada extensão instalada com descuido pode abrir uma brecha que compromete não apenas o usuário, mas toda sua empresa.
Se quiser saber se sua instituição está exposta a riscos similares, a Adequa.SI oferece uma Análise de Maturidade que identifica vulnerabilidades e orienta os próximos passos de segurança e conformidade.
Fonte: cybersecbrazil.com.br
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